Matéria: Geografia
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Classe(s): 1ME, 1MF
E-mail para enviar: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br
Planejamento do primeiro bimestre
____________________________________________________________Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1ME, 1MF
Data: 14 a 18 de setembro de 2020
Objetivo da aula: Compreender como ocorre o processo de confecção de um mapa.
Habilidade da aula: Interpretar o mapa segundo os elementos que o compõem, considerando projeção, escala, métricas e linguagem.
Conteúdo da aula: Elementos de um mapa (recuperação de conteúdo).
Roteiro da atividade: Leia o texto com atenção e responda: quais são os elementos que compõem um mapa e porque cada um deles é importante para facilitar a leitura desse mapa?
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades: Vídeos complementares na página do Facebook Virtua professor Cláudio - @claudioteacher.
Data de entrega: até 28 de setembro de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br
Elementos de um mapa
Os elementos de um mapa são: título, legenda, escala, orientação e projeção cartográfica. Todos eles ajudam-nos a ler e a compreender as representações que os mapas possuem.
São vários os elementos de um mapa, isto é, aqueles itens e símbolos necessários para que uma mera figura possa ser diferenciada de um verdadeiro mapa ou cartograma, que é feito com rigor científico para representar uma determinada área da superfície terrestre. Em geral, os mapas costumam apresentar as seguintes composições: título, orientação, legenda, escala e projeção cartográfica. Esses são elementos obrigatórios de um mapa, embora nem sempre estejam presentes em todos os mapas que vemos por aí. De toda forma, para melhor interpretarmos as informações cartográficas, é preciso conhecer esses instrumentos, procurando saber o que eles são, o que indicam e quais são as suas funções no processo de comunicação, haja vista que os mapas também são formas de linguagem.
Título: O título, que por vezes vem acompanhado de um subtítulo, é o indicador do tema retratado, quando se trata de um mapa temático. Em mapas históricos, o título também costuma indicar o ano ou período do espaço representado. Para que se faça uma correta leitura de qualquer cartograma, a primeira coisa a se fazer é sempre ler o título e compreender o que ele indica.
Legenda: As legendas são os significados dos símbolos existentes nos mapas. Esses símbolos podem apresentar-se em forma de cores, ícones, hachuras, pontos, linhas e outros. Alguns desses símbolos apresentam padronizações, como o azul para representar a água; o verde, para as florestas e áreas verdes, linhas com traços para representar ferrovias; aviões para representar aeroportos, entre outros inúmeros exemplos.
Escala: indica a relação matemática entre o espaço real e a representação desse espaço no mapa. Ela, portanto, aponta a quantidade de vezes que uma área teve de ser reduzida para caber no local em que o mapa está representado. As escalas podem ser gráficas ou numéricas (ambas presentes no exemplo acima). A escala numérica apresenta-se em números de uma divisão, e a escala gráfica apresenta-se conforme uma representação de linhas e traços.
Orientação: é importante no sentido de apontar a direção do mapa, indicando-nos para que lado fica o norte e, consequentemente, os demais pontos cardeais. Ela pode apresentar-se com uma rosa dos ventos completa ou apenas com uma seta indicando o norte geográfico. A importância da orientação se dá, principalmente, em mapas que representam áreas muito restritas, quando não conseguimos perceber facilmente para que lado o mapa está apontando.
Projeção cartográfica: indica a técnica que foi empregada para fazer o mapa. Como sabemos, as projeções cartográficas são as diferentes formas de representar o globo terrestre (que é geoide, quase esférico) em um plano. Como essa representação apresenta distorções, se sabemos qual foi a projeção utilizada em um determinado mapa, conseguimos ter uma melhor noção sobre elas.
*Créditos do mapa: IBGE. Atlas Geográfico Escolar. 6ª ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p.113.
Atividade
Leia o texto com atenção e responda: quais são os elementos que compõem um mapa e porque cada um deles é importante para facilitar a leitura desse mapa?
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Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1ME, 1MF
Data: 24 a 28 de setembro de 2020
Objetivo da aula: Compreender o desenvolvimento técnico científico influenciando o contexto global.
Habilidade da aula: Analisar as desigualdades relativas ao conhecimento técnico e tecnológico produzido pelas diversas sociedades em diferentes circunstâncias espaço-temporais
Conteúdo da aula: Globalização.
Roteiro da atividade: Leia o texto com atenção e responda: como o desenvolvimento tecnológico influencia a cultura e a economia dos diferentes países?
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades: Vídeos complementares na página do Facebook Virtua professor Cláudio - @claudioteacher.
Data de entrega: até 21 de setembro de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br
Globalização
A globalização ou mundialização do espaço geográfico é caracterizada pelo processo de interligação econômica, política, social e cultural, em nível global. Esse processo é consequência, principalmente, da expansão dos sistemas de comunicação por satélite, da telefonia, da presença da informática na maior parte dos setores de produção e de serviços, através da internet. A globalização constitui o estágio máximo da internacionalização, a amplificação em sistema-mundo de todos os lugares e de todos os indivíduos, logicamente em graus diferentes. Alguns pesquisadores consideram que a globalização teve início com as grandes navegações nos séculos XV e XVI, pois nesse período o colonizador europeu entrou em contato com povos de outros continentes, mantendo relações sociais, culturais e comerciais. Porém, esse processo se intensificou com a queda dos regimes comunistas na Europa e a abertura econômica realizada na China, ambos na década de 1980. As empresas transnacionais, que possuem matriz em um país, mas atuam com filiais em outros, expandindo seu mercado consumidor, são aos grandes marcos da globalização. Pois a abertura econômica realizada por esses países proporcionou que essas empresas expandissem seu foco de atuação. A globalização é de fundamental importância para a atuação das empresas transnacionais, pois proporciona todo o aparato tecnológico para os serviços de telecomunicação, transporte, investimentos, entre outros, fatores essenciais para realização eficaz das atividades econômicas em escala planetária.
Os aspectos culturais também sofrem influência por esse processo, pois há uma mudança de alguns hábitos, através de programas de televisão de outros países, instalação de fast food, acesso à rede mundial de computadores (internet), entre outros fatores. No entanto, aspectos locais continuam fortemente presentes na população, diferenciando as culturas. Uma característica marcante do processo de globalização é a diferença do desenvolvimento tecnológico entre os países emergentes e os desenvolvidos, onde os países em desenvolvimento não conseguem acompanhar os avanços da tecnologia, o que reflete em suas economias. As principais diferenças remetem ao tipo de produção entre os países ricos e pobres, o primeiro é exportador de tecnologias enquanto o segundo é produtor primário. Portanto, a globalização através do aparato tecnológico desenvolvido, proporciona maior instantaneidade aos fluxos de transporte, informação, mercadorias, pessoas, capital etc.
Atividade
Leia o texto com atenção e responda: como o desenvolvimento tecnológico influencia a cultura e a economia dos diferentes países?
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Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1ME, 1MF
Data: 21 a 25 de setembro de 2020
Objetivo da aula: Compreender a utilidade das projeções cartográficas.
Habilidade da aula: Interpretar o mapa segundo os elementos que o compõem, considerando projeção, escala, métricas e linguagem.
Conteúdo da aula: Projeções Cartográficas que você precisa conhecer (Recuperação de conteúdo).
Roteiro da atividade: Leia o texto com atenção e responda: o que são projeções cartográficas e quais são os principais tipos de projeção?
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades: Vídeos complementares na página do Facebook Virtua professor Cláudio - @claudioteacher.
Data de entrega: até 28 de setembro de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br
Projeções cartográficas que você precisa conhecer
Considerado a mais antiga forma de representação geográfica, o mapa já era um registro comum na Grécia antiga e no Império Romano, onde determinava quais eram as áreas dominadas e quais eram os territórios inimigos. Aos poucos, o instrumento também se tornou essencial para a expansão das nações europeias, ajudando a definir trajetos para as navegações marítimas e as suas consequentes trocas comerciais, por exemplo. Dessa dinâmica, nasceram os cartógrafos, profissionais que registravam as terras, os mares e, principalmente, as rotas dos viajantes. A partir daí, a cartografia tornou-se responsável por elaborar os mapas e se transformou em uma técnica de representação aproximada da realidade, planificando o globo terrestre para facilitar o deslocamento por terra, pelo mar ou pelos ares. Nos desenhos, porém, era possível perceber os diferentes traços de cada cartógrafo e a maneira como eles eram influenciados pelos aspectos políticos e econômicos de cada país. Vamos conhecer mais?
O que são as projeções cartográficas?
Em um primeiro momento, imagine uma esfera tridimensional. Agora, recorte-a mentalmente e veja como ela ficaria se tivesse um aspecto plano. Percebe como é difícil representar um formato esférico em uma forma geométrica completamente plana?
Esse é o maior desafio dos cartógrafos. Para representar a Terra em um mapa, deve-se “achatá-la”. Nesse processo, são utilizados diferentes cálculos matemáticos e de proporções, mas devido à dificuldade de planificar uma figura tridimensional, as representações costumam apresentar distorções.
Portanto, é seguro afirmar que os mapas não apresentam todas as estruturas geográficas de maneira fiel; afinal, não há uma projeção cartográfica sem distorções, mas sim com representações mais ou menos aproximadas da realidade.
Tipos de projeções cartográficas
De acordo com o tipo de projeção escolhida pelo cartógrafo, diferentes regiões do globo terrestre sofrem deformações. Como é impossível evitá-las, essa característica é utilizada como uma forma de categorização das projeções cartográficas. Acompanhe:
Projeções equidistantes - As distâncias representadas estão corretas;
Projeções conformes - Há igualdade nos ângulos e nas formas dos continentes;
Projeções equivalentes - As distâncias e a proporção entre as áreas estão corretamente definidas.
Ao todo, são mais de duzentos tipos de projeções cartográficas, mas três delas são muito conhecidas e utilizadas em nosso dia a dia. Confira.
Projeção cilíndrica
Primeiro, imagine uma forma cilíndrica tridimensional envolvendo o globo terrestre. Agora, projete como essa figura seria disposta ao ser “aberta” em um plano. Percebe como a região central sofre menos distorções? Projeção plana
Nesse caso, os paralelos e meridianos traçados ao redor da Terra serão representados por linhas retas que convergem entre si. Essa projeção nos mostra o mapa mundi como nós mais o conhecemos.
Projeção cônica
A projeção cônica envolve o globo terrestre com a forma de um cone. Assim, é amplamente utilizada para representar regiões continentais em latitudes médias, já que só as áreas próximas ao equador sofrem menos distorções. Nessa situação, os paralelos formam círculos concêntricos e os meridianos convergem para os polos em linhas retas.
Projeção plana
A projeção plana é originada a partir de um plano tangente à esfera terrestre, como um “corte” em sua superfície. Já que essa proposta permite visualizar o mapa a partir de um ponto de vista específico, ele tende a deformar as áreas que estão mais distantes e pode não mostrar todas as áreas do globo terrestre. Os paralelos formam círculos concêntricos e os meridianos são retos, irradiando-se para os polos. Essa projeção também é conhecida pela denominação “azimutal”. Ainda, entre as projeções, existem aquelas que foram estudadas e repensadas por grandes geógrafos ao longo da história. Veja:
Projeção de Mercator
Uma das projeções cartográficas mais utilizadas ainda é a de Mercator. Criada pelo cartógrafo, geógrafo e matemático Gerhard Mercator (1512-1592), em 1569, ela foi largamente aplicada para traçar rotas marítimas e aeroespaciais. Essa projeção é classificada como cilíndrica. Apesar de conservar os ângulos e os formatos dos continentes, todas as áreas dos países representados são deformadas, sobretudo daqueles que estão mais próximos dos polos. Dessa forma, essa representação é precisa apenas quanto às distâncias e é eficiente para medi-las. A projeção de Mercator é conhecida por seu enfoque nas terras europeias, sendo considerada uma representação eurocêntrica.
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Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1ME, 1MF
Data: 28 de setembro a 2 de outubro de 2020
Objetivo da aula: Compreender os principais conflitos dentro do contexto global.
Habilidade da aula: Aplicar o conceito de ordem mundial considerando as diferentes formas de poder entre as nações.
Conteúdo da aula: Conflitos étnicos (recuperação de conteúdo).
Roteiro da atividade: Faça uma análise sobre as causas e consequências dos conflitos descritos no texto.
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades: Vídeos complementares na página do Facebook Virtua professor Cláudio - @claudioteacher.
Data de entrega: até 5 de outubro de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br
Conflitos étnicos
Um resumo dos principais conflitos étnicos e separatistas do mundo.
As divisões territoriais dos Estados-nações na grande maioria das vezes aconteceram de acordo com as ordens de poder de cada nação ou civilização. Dessa forma, o estabelecimento das fronteiras quase nunca representou a diversidade étnica das mais diversas regiões do mundo. Como herança, existem no mundo inúmeros conflitos étnicos e separatistas, que visam à emancipação ou independência de alguns povos, ou a disputa de um mesmo território por duas ou mais nações.
Conflitos na Irlanda do Norte
O conflito na Irlanda do Norte se estende desde o século XX, quando a população da Irlanda iniciou inúmeros protestos contra a dominação do Reino Unido sobre o país. Com isso, a ilha foi dividida em Irlanda e Irlanda do Norte, a segunda ainda sob o domínio britânico. Na Irlanda do Norte, a maioria protestante (58%) da população se manifesta em apoio à integração do país à Grã-Bretanha, enquanto a minoria católica defende a independência e a integração com a Irlanda (onde os católicos formam ampla maioria). Com isso, muitos conflitos, protestos e atentados dos dois lados aconteceram – com destaque para a organização terrorista católica IRA (Irish Republican Army – Exército Republicano Irlandês). Em 1999, foi assinado um acordo no qual o IRA aceitou depor as suas armas. Nesse acordo, a Irlanda do Norte continuou pertencendo ao Reino Unido, entretanto, seria montado no país um governo autônomo no qual os católicos teriam direito a voz.
Espanha: catalães e bascos
A Espanha apresenta duas grandes nações, além dos espanhóis, dispostas em seu território: os catalães e os bascos. Ambas desejam a formação de seus respectivos Estados Nacionais, com a diferença de que, entre os bascos, existem ações e programas separatistas mais radicais. A estratégia catalã é tentar através da via institucional a conquista de sua independência e a criação do País da Catalunha. Entretanto, em 2010, o Tribunal Constitucional da Espanha rejeitou oficialmente o reconhecimento da Catalunha como uma nação, negando ações judiciais que solicitavam a preferência do uso do catalão em detrimento do espanhol nos órgãos públicos da região. Caso tal reconhecimento tivesse sido firmado, o movimento pela emancipação dos catalães poderia ganhar maior força.
Entre os bascos foi criada, em 1975, em busca da independência, a organização terrorista ETA (sigla em basco que significa Pátria Basca e Liberdade). Essa organização teve o intuito inicial de combater o ditador espanhol Francisco Franco que realizou uma violenta repressão sobre os bascos.
Após a redemocratização do país, os bascos conseguiram certa autonomia política na região, mas sem deixarem de pertencerem ao território espanhol. Com isso, mesmo sem o apoio da população, o ETA prosseguiu com a realização de duros e violentos atentados. Em 2007, finalmente resolveram depor as suas armas.
Ruanda e Burundi: hútus x tútsis
Os territórios dos países Ruanda e Burundi são palco de uma sangrenta luta entre Hútus e Tútsis, duas etnias africanas que lutam pelo controle territorial desses dois países. Ambos os territórios, após a partilha da África, formavam um único país, denominado Ruanda-Urundi, que pertencia à Alemanha. Após a derrota dos alemães na Primeira Guerra Mundial, a partir de 1919, o país passou a pertencer à Bélgica. Os belgas então escolheram a minoria tútsi (15% da população) para governar o país, subjugando a maioria hútu. Em 1959, após inúmeros protestos dos hútus, houve uma separação entre Ruanda e Burundi. Em 1961, Ruanda conseguiu a sua independência e passou a ser uma República administrada, dessa vez, pelos hútus. Os tútsis, perseguidos, exilaram-se nos países vizinhos, inclusive em Burundi, que também conseguira sua independência. Ao longo dos anos, os conflitos entre Ruanda e Burundi e entre hútus e tútsis até hoje se mantêm, com sucessivas tréguas e retomadas de embates, acarretando em uma grande quantidade de mortes na região.
Conflito de Darfur, Sudão.
Darfur é uma região localizada na porção Oeste do Sudão, país do continente africano. Nesse local ocorre, desde 2003, uma dura guerra civil entre povos islâmicos e não islâmicos. O governo sudanês vem apoiado o grupo miliciano árabe denominado Janjaweed, que vem perseguindo e aniquilando os povos não arabizados ou árabes não mulçumanos, que lideram uma resistência armada. Apesar do Conflito de Darfur ter iniciado em 2003, o Sudão – que é, atualmente, o maior país da África – sofre com as sucessivas guerras civis desde 1956, quando conseguiu sua independência junto ao Reino Unido. Em 2006, o Conselho de Segurança da ONU enviou tropas para a intervenção sobre o conflito e impôs sérias sanções sobre o governo sudanês a fim de coibir o comércio e a proliferação de armas no país. Entretanto, o Sudão continua fornecendo armas para os Janjaweed e a guerra civil – a terceira da história do país – parece estar longe de terminar.
Conflitos na região da Caxemira: Índia x Paquistão
A Caxemira é uma região montanhosa localizada ao norte da Índia e a Nordeste do Paquistão e tem sido alvo de disputas entre Índia, China e Paquistão desde 1947, após o fim da dominação colonial imposta pelo Reino Unido. Ao final da dominação colonial britânica, o vasto território das Índias Britânicas dividiu-se entre Índia e Paquistão, porém a região da Caxemira, de maioria islâmica, mas com governo hindu, ficou sem um rumo certo. Com isso, decidiu-se que a região formaria um território autônomo, o que provocou uma série de rebeliões da maioria muçulmana sobre o governo hindu. O governo, então, solicitou apoio à Índia, que passou a intervir militarmente na região. Em resposta, o Paquistão também enviou tropas em apoio aos muçulmanos. O conflito teve um fim com o estabelecimento de uma divisão territorial em duas zonas, uma paquistanesa, outra indiana. Porém, os conflitos ainda perduram e a região atualmente é ocupada pelos dois países e também pela China, que vê na região uma posição estratégica para ter acesso ao Tibete e a Sinkiang, localidades sob o domínio chinês.
Os Curdos
Os Curdos são atualmente conhecidos por formarem a maior nação sem pátria do mundo. Trata-se de uma etnia composta por mais de 40 milhões de pessoas que habitam regiões do Iraque, Irã, Síria e Turquia. Os curdos sofrem duras repressões dos países onde habitam. No Iraque, a ditatura de Saddam Hussein executou milhares de curdos. Na Turquia, eles também sofrem muitas repressões do Governo, que teme a perda de seu território. A independência e criação de um Estado Curdo – o Curdistão, como reivindicam os curdos – é muito improvável, uma vez que o território do novo país ocuparia todo o centro-sul da Turquia e partes da Síria e do Iraque, uma região extremamente estratégica por conter as nascentes dos rios Tigres e Eufrates, que abastecem boa parte do Oriente Médio.
Atividade
Faça uma análise sobre as causas e consequências dos conflitos descritos no texto.
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