Geografia - agosto de 2020 (1ME, 1MF)

Matéria: Geografia
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Classe(s): 1ME, 1MF
E-mail para enviar: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br

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Planejamento do primeiro bimestre do segundo semestre
(3 de agosto a 16 de outubro de 2020)

Quando serão postadas as atividades?
Todas as atividades serão postadas no blog da escola até sexta-feira da semana anterior à sua execução. Observação: atividades semanais.

Quais serão nossos meios de interação?
Blogue.

Material complementar página Facebook Virtua professor Claudio - @claudioteacher (Página disponibilizada em qualquer horário do dia).

Aulas do Centro de Mídias de SP (Horário determinado pela Secretaria da Educação).

Como esta interação deve acontecer?
Os alunos deverão ler os textos no blog da escola e acessar as video aulas publicadas na respectiva página do Facebook pois elas são complementares aos textos publicados (Tenho notado que poucos alunos tem acessado a página nas ultimas semanas).

Como devo enviar minhas atividades?
As atividades deverão ser enviadas para o meu e-mail institucional: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br

Deverão ser entregues na data indicada no plano de aula. Se ocorrer atraso da entrega, favor justificar no respectivo e-mail.

Como será o critério de avaliação?
Todas as atividades terão igual valor (1 ponto). Portanto a avaliação será somativa. O restante da nota será composta pela participação e empenho do aluno.

Informações adicionais ao aluno
Os alunos deverão ler todos os textos publicados com muita atenção e assistir todas as aulas da página do Facebook. Poderão fazer comentários e perguntas na página. Sempre que possível, pesquisar na internet os assuntos da semana para enriquecer o conhecimento.

Bom bimestre para todos vocês!

Reflexão

Superar os nossos fracassos e os momentos difíceis da vida é sempre um aprendizado, difícil, mais a gente supera e vamos vivendo a vida ao nosso modo, com nossos valores, transformando a nossa vida passo a passo, dia após dia. Superar o fácil não tem mérito, é obrigação; vencer o difícil é glorificante, pense nisso!

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Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1ME, 1MF
Data: 3 a 7 de agosto de 2020
Objetivo da aula: Compreender como ocorre o processo de confecção de um mapa.
Habilidade da aula: Interpretar o mapa segundo os elementos que o compõem, considerando projeção, escala, métricas e linguagem.
Conteúdo da aula: Elementos que compõem um mapa.
Roteiro da atividade: Leia o texto com atenção e responda qual é a importância de cada elemento que compõe um mapa.
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades: Vídeos complementares na página do Facebook Virtua professor Cláudio - @claudioteacher.
Data de entrega: 10 de agosto de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br


Atividade 1

Elementos que compõem um mapa

Os mapas, como sabemos, formam um importante meio de comunicação, pois são os instrumentos utilizados para a representação de um dado local no espaço, transmitindo não só a localização, mas também as características diversas e previamente selecionadas sobre o lugar em questão. Por isso, existem diversos mapas temáticos, que abordam os elementos naturais e humanos do espaço geográfico.

Dessa forma, para facilitar a leitura e melhor transmitir as informações, existem alguns itens que são de extrema importância para que o cartograma seja mais facilmente lido: trata-se dos elementos que compõem um mapa, aqueles que estão presentes na maioria dos mapas produzidos, servindo como instrumentos de leitura e análise.

Os elementos que compõem um mapa, ou seja, as partes obrigatórias dos mapas, são: o título (e, às vezes, o subtítulo), as legendas, a escala, a orientação e a projeção cartográfica utilizada para a produção do referido documento.

O título do mapa indica o tema ou assunto, bem como informações gerais como localidade, tempo (em caso de mapas históricos ou com precisão temporal necessária), além de qualquer outro tipo de informação que possa ser relevante para a compreensão daquilo que está sendo representado. É a primeira coisa que uma pessoa deve observar ao ler um mapa.

A legenda, por sua vez, é a especificação do significado atribuído aos símbolos presentes nos mapas. Esses podem apresentar-se em forma de ícones, cores, áreas, entre outras formas de representação.

Alguns exemplos são clássicos, como um avião utilizado para representar um aeroporto, o azul utilizado para designar água ou curso d'água, além do verde utilizado na indicação de uma área de vegetação.

A orientação cartográfica indica os pontos cardeais que são necessários para que o leitor tenha uma correta noção da posição relativa da área indicada no mapa. Geralmente, ela apresenta-se nos mapas com uma seta apontando para o norte (N), mas também pode ser indicada por uma rosa dos ventos.

A escala, outro importante elemento, é a proporção matemática entre a área real e a sua respectiva representação cartográfica. Existem dois tipos de escala, a numérica e a gráfica, ambas presentes no exemplo do mapa acima.

Já a projeção cartográfica, geralmente indicada no mapa pelo seu nome (no exemplo acima é uma projeção ortográfica), é a forma ou a base cartográfica que o autor do mapa utilizou para representar uma parte da Terra, que é esférica, em um plano. Assim, o autor deve sempre escolher o tipo de projeção cartográfica que menos prejudicar o seu trabalho em termos de distorções do espaço representado.

Agora que conhecemos melhor os elementos que compõem um mapa, temos uma maior noção sobre as suas respectivas funções, o que nos ajuda a interpretar conceitos e documentos cartográficos com uma maior facilidade.

Atividade

Leia o texto com atenção e responda qual é a importância de cada elemento que compõe um mapa.

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Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1ME, 1MF
Data: 10 a 14 de agosto de 2020
Objetivo da aula: Compreender a utilidade das projeções cartográficas.
Habilidade da aula: Interpretar o mapa segundo os elementos que o compõem, considerando projeção, escala, métricas e linguagem.
Conteúdo da aula: Projeções Cartográficas.
Roteiro da atividade: Leia o texto com atenção e responda: o que são e para que servem as projeções cartográficas?
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades: Vídeos complementares na página do Facebook Virtua professor Cláudio - @claudioteacher.
Data de entrega: 19 de agosto de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br


Atividade 2

Projeções cartográficas

Sabemos que a maneira mais adequada de representar a Terra como um todo é por meio de um globo.
Porém, precisamos de mapas planos para estudar a superfície do planeta. Transformar uma esfera em uma área plana do mapa seria impossível se os cartógrafos não utilizassem uma técnica matemática chamada projeção.

No entanto, imagine como seria se abríssemos uma esfera e a achatássemos para a forma de um plano. Com isso, as partes da esfera original teriam que ser esticadas, principalmente nas áreas mais próximas aos os polos, criando grandes deformações de área. Então, para chegar a uma representação mais fiel possível, os cartógrafos desenvolveram vários métodos de projeções cartográficas, ou seja, maneiras de representar um corpo esférico sobre uma superfície plana.

Como toda projeção resulta em deformações e incorreções, às vezes algumas características precisam ser distorcidas para representarmos corretamente as outras. As deformações podem acontecer em relação às distâncias, às áreas ou aos ângulos. Conforme o sistema de projeção utilizado, as maiores alterações da representação localizam-se em uma ou outra parte do globo: nas regiões polares, nas equatoriais ou nas latitudes médias. É o cartógrafo define qual é a projeção que vai atender aos objetivos do mapa.

A projeção mais simples e conhecida é a de Mercator (nome do holandês que a criou). Outras técnicas foram evoluindo e muitas outras projeções tentaram desfazer as desigualdades de área perto dos polos com as de perto do equador, como por exemplo a projeção de Gall. Como não há como evitar as deformações, classifica-se cada tipo de projeção de acordo com a característica que permanece correta. Temos então:
  • Projeções equidistantes = distâncias corretas
  • Projeções conformes = igualdade dos ângulos e das formas dos continentes
  • Projeções equivalentes = mostram corretamente a distância e a proporção entre as áreas

A seguir são apresentados os três principais tipos de projeção.

Cilíndricas
Consistem na projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado). Uma das projeções cilíndricas mais utilizadas é a de Mercator, com uma visão do planeta centrada na Europa.

Cônicas
É a projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado. São mais usadas para representar as latitudes médias, pois apenas as áreas próximas ao Equador aparecem retas.

Azimutais
É a projeção da superfície terrestre sobre um plano a partir de um determinado ponto (ponto de vista). Também chamadas planas ou zenitais, essas projeções deformam áreas distantes desse ponto de vista central. São bastante usadas para representar as áreas polares.

Atividade

Leia o texto com atenção e responda: o que são e para que servem as projeções cartográficas?

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Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1ME, 1MF
Data: 17 a 21 de agosto de 2020
Objetivo da aula: Compreender a importância do sensoriamento remoto no desenvolvimento da ciência cartográfica.
Habilidade da aula: Identificar as funções dos produtos do sensoriamento remoto como meios para a realização do geoprocessamento e da produção cartográfica.
Conteúdo da aula: Sensoriamento remoto.
Roteiro da atividade: Leia o texto com atenção e responda: qual a contribuição do sensoriamento remoto para elaboração dos mapas?
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades: Vídeos complementares na página do Facebook Virtua professor Cláudio - @claudioteacher.
Data de entrega: 24 de agosto de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br

Atividade 3

Sensoriamento remoto

O sensoriamento remoto busca a obtenção de informações do espaço geográfico de forma remota, ou seja, sem contato direto com o item pesquisado.

O sensoriamento remoto é o emprego de imagens da superfície da Terra para a realização de estudos. Ele refere-se à obtenção de informações sem o contato direto entre o pesquisador ou o equipamento e o objeto de estudo. Primeiramente essa técnica era utilizada através de fotografias aéreas tiradas a partir de balões, já no século XIX, sendo atualmente instrumentalizada, preferencialmente, por satélites e aviões. Estima-se que a primeira aplicação do sensoriamento remoto, assim como ocorreu com outros tipos de tecnologias, foi para fins militares. Acoplavam-se câmeras fotográficas automáticas no corpo de pombos-correios para registrar ou mapear informações sobre territórios inimigos.
Com o tempo, as técnicas foram evoluindo cada vez mais, passando pelo uso de aviões com sensores que operam em elevadas altitudes para registrar o máximo de informações sobre a superfície, além do uso atual dos satélites, cada vez mais avançados tecnologicamente e tecnicamente mais precisos. Quando o sensoriamento remoto opera a partir de imagens fotográficas da superfície terrestre, dá-se o nome de aerofotogrametria, que possui a vantagem de ser tecnicamente mais simples e relativamente mais precisa, em função da proximidade das fotografias aplicadas. Atualmente, todas as imagens com escala inferior a 1:5000 são obtidas através do uso dessa técnica. Independente do tipo de equipamento utilizado, para se ter um melhor resultado, é preciso posicionar o sensor da forma mais vertical possível, a fim de se evitar distorções, principalmente em termos de escala e da área do terreno a ser representada. Para complementar e ampliar o nível de informações geocartográficas coletadas durante os registros das diferentes paisagens, inúmeras técnicas foram desenvolvidas. Dentre elas, destaca-se o uso de imagens em infravermelho. Inicialmente utilizadas para fins militares a fim de detectar objetos inimigos camuflados nas diferentes localidades, o uso desse tipo de imagem é preferencialmente destinado a mapear atividades humanas e, inclusive, detectar ações de desmatamento e atividades produtivas em zonas de preservação ambiental. Como podemos notar, o sensoriamento remoto é uma importante ferramenta para a melhor compreensão do espaço geográfico, sendo muito utilizado tanto para fins militares quanto para pesquisas científicas, ações de planejamento governamental, previsões meteorológicas, entre outras funções.

Atividade

Leia o texto com atenção e responda: qual a contribuição do sensoriamento remoto para elaboração dos mapas?

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Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1ME, 1MF
Data: 31 de agosto a 4 de setembro de 2020
Objetivo da aula: Compreender a importância do sensoriamento remoto no desenvolvimento da ciência cartográfica.
Habilidade da aula: Aplicar o conceito de ordem mundial considerando as diferentes formas de poder entre as nações.
Conteúdo da aula: Estados Unidos e a nova ordem mundial.
Roteiro da atividade: Leia o texto com atenção e responda: qual o papel dos Estados Unidos da América na Nova Ordem Mundial?
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades: Vídeos complementares na página do Facebook Virtua professor Cláudio - @claudioteacher.
Data de entrega: 4 de setembro de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br

Estados Unidos e a nova ordem mundial

Com a Nova Ordem Mundial, que se estabeleceu após o fim da Guerra Fria, os Estados Unidos firmaram-se como potência militar e econômica.
O mundo bipolar, que era dividido em dois lados: Estados Unidos (capitalista) e União Soviética (socialista), as duas maiores potências mundiais, não existe mais. Com o declínio do socialismo e, automaticamente, da União Soviética houve uma transformação no panorama da ordem mundial, e essa começou a ser estabelecida. Com a retirada da União Soviética do cenário mundial, em relação à sua influência política, os líderes dos Estados Unidos iniciaram uma série de decisões de acordo somente com seus interesses, uma vez que se tratava da maior potência mundial e não havia nenhum país para ir contra as suas ofensivas. A partir dessa liderança mundial, os Estados Unidos começaram a intervir em diversas questões diplomáticas e militares no mundo, um exemplo claro dessas iniciativas foi quando tomou partido na invasão do Iraque ao Kuwait que ocasionou a Guerra do Golfo. Essa atitude por parte do governo norte-americano não se limitou somente às discussões e negociações intermediadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, pelo contrário, foi uma ofensiva arbitrária e imposta pelos Estados Unidos. De certa forma, era uma maneira do país se firmar como potência e líder mundial, isso em nível global. Além desse fato, os Estados Unidos intervieram em diversos outros lugares do mundo, como uma espécie de apaziguador mundial que lhe rendeu muitos inimigos, especialmente os muçulmanos, independentemente da nacionalidade. Isso se tornou explícito quando, em 11 de setembro de 2001, o país foi vítima de um atentado terrorista, quando dois aviões foram conduzidos a chocar-se contra um dos maiores símbolos norte-americanos, as torres gêmeas do World Trade Center, na cidade de Nova York, além do Pentágono (Centro Administrativo das Forças Armadas norte-americanas) em Washington. O atentado em questão atingiu diretamente o orgulho americano, pois não imaginavam que poderia existir alguém que teria a audácia de se voltar contra a maior potência mundial. Ao mesmo tempo, isso serviu para que o país se colocasse de forma efetiva como líder mundial, iniciando assim um grande programa de “erradicação do terrorismo”, que automaticamente exigiu um apoio mundial por parte das outras nações, para que assim pudessem desenvolver ações contra esse tipo de “ameaça”. A busca por culpados pelo atentado começou logo, o “bode expiatório” foi o Afeganistão, país acusado de acomodar a Al Qaeda e seu líder, Osama bin Laden, responsáveis pelo atentado de 11 de setembro. Em pouco tempo o governo do Afeganistão foi deposto, mais precisamente em novembro de 2001, desse modo os Estados Unidos já haviam invadido o país com o apoio do Reino Unido, apesar disso não obteve êxito na busca por Osama bin Laden. No ano seguinte, o governo norte-americano acusou países como Iraque, Irã e Coreia do Norte, intitulados de “eixo do mal”, de produzir armas de destruição em massa, além de apoiar a formação de grupos terroristas em seus respectivos territórios. Diante desse argumento, os líderes norte-americanos requisitaram junto à ONU uma autorização para retirar do poder o ditador Saddam Hussein. Para desenvolver esse processo, os Estados Unidos não contaram com o apoio de países como França, Alemanha e Federação Russa, pois eles se opuseram à invasão. Apesar disso, em março de 2003, o Iraque foi invadido e seu líder, Saddam Hussein, foi tirado do poder. Recentemente, o governo norte-americano têm se voltado contra os países do “eixo do mal”, como Coreia do Norte e Irã, com a justificativa de que esses estariam com pesquisas nucleares.

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia

Atividade

Leia o texto com atenção e responda: Qual o papel dos Estados Unidos da América na Nova Ordem Mundial?

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