Português - outubro de 2020 (2MG, 2MH)

Matéria: Português
Professora: Márcia
Classe(s): 2MG, 2MH
E-mail para enviar: portuguesra@gmail.com

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Mensagem da professora:
Olá,

Espero que estejam todos bem, esta semana vamos trabalhar com um texto que aborda o Mundo do Trabalho.

Aqueles que puderem me enviem a atividade respondida por e-mail ou pelo WhatsApp no meu número particular, qualquer dúvida estou à disposição. Quando enviarem coloquem o nome e série.

Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professora: Márcia Ito
Disciplina: Português
Classe/Ano/Série(s): 2MG, 2MH
Data: 1 a 15 de outubro de 2020
Objetivo da aula: Texto sobre o mundo do trabalho.
Habilidade da aula: Fazer uma reflexão sobre as perspectivas do mundo do trabalho para 2021.
Conteúdo da aula: Texto ¨O trabalho e o meio ambiente” – interpretação e reflexão.
Roteiro da atividade:
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades:
Data de entrega: até 15 de outubro de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: portuguesra@gmail.com

Leia:
O trabalho e o meio ambiente
 

          Quando pensamos em trabalho, logo nos vem a ideia de nosso esforço para realizá-lo ou do tempo que vamos gastar executando essa atividade. O que revela uma visão um tanto egoísta, pois nos viramos sempre para nós mesmos; se envolver dinheiro ou nota, aí sim que o eu mesmo fala mais alto. Antes de continuarmos esse “papo”, vamos tentar definir o que é trabalho.

          Trabalho pode ser entendido como o resultado de uma ação sobre o meio, que o modifica de forma a trazer algum tipo de benefício para quem executa essa ação.

          Veja que nessa conceituação aparecem os termos ação, meio, modificação e benefício. As preocupações humanas: esforço, tempo e valorização não entram nesse conceito, não por não serem importantes, mas porque o sentido da palavra é mais amplo e abrangente e não visa só a nosso “umbigo”. A visão humana atual do que é o trabalho tem contribuído para uma postura individual, em que o que interessa é o benefício próprio, sendo ignoradas as modificações impostas ao meio.

          Em um trabalho, estão sempre envolvidos: a mão de obra, a matéria-prima, as ferramentas, o produto e os resíduos. Esse trabalho pode ser algo muito complexo como a produção de um automóvel numa linha de montagem ou até a execução de uma atividade proposta de matemática: nesse caso, a mão de obra é o aluno, a matéria-prima é seu conhecimento, as ferramentas são lápis, borracha, papel, etc., o produto é o próprio trabalho e os resíduos são as raspas de borracha, as tiras de madeira do lápis apontado, as unhas roídas, etc.

          Veja que nos preocupamos, antes de realizar o trabalho, basicamente, com as longas horas “perdidas” para executá-lo e com o esforço mental e físico para sua realização. Após a execução, simplesmente, ficamos preocupados com a entrega e a valorização (nota dada ao produto de nosso esforço).

Marcelo Nunes Mestriner. Trabalho e consumo. São Paulo: Ícone, 2000, p.27-8.

 

Questão 1 – Na construção do texto, o autor não:

a) critica a visão humana relativa ao trabalho.

b) compara as atividades realizadas por um profissional e as atividades realizadas por um aluno.

c) conceitua o “trabalho” de forma abrangente.

d) apresenta sugestões para uma mudança de postura no trabalho.



Questão 2 – Registra-se o diálogo direto com os leitores na seguinte passagem:

a) “Trabalho pode ser entendido como o resultado de uma ação sobre o meio [...]”

b) “A visão humana atual do que é o trabalho tem contribuído para uma postura individual [...]”

c) “Em um trabalho, estão sempre envolvidos: a mão de obra, a matéria-prima [...]”

d) “Veja que nos preocupamos, antes de realizar o trabalho, basicamente, com as  [...]”

 

Questão 3 – “[...] não visa só a nosso “umbigo”. No termo grifado, o que o autor quis dizer com esta citação.

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Questão 4 – “[...] sendo ignoradas as modificações [...]”. Essa palavra poderia ser substituída por:

a) equivocadas

b) menosprezadas

c) efêmeras

d) privilegiadas

 

Questão 5 – No segmento “Esse trabalho pode ser algo muito complexo como a produção de um automóvel numa linha de montagem [...]”, o conectivo destacado introduz uma:

a) comparação

b) observação

c) exemplificação  

d) conclusão

 

Questão 6 – No trecho “[...] não por não serem importantes, mas porque o sentido da palavra é mais amplo e abrangente e não visa só a nosso “umbigo”., o termo grifado estabelece a ideia de:

a) adição                                  

b) oposição

c) causa

d) explicação

 

Questão 7- Qual a sua opinião sobre o mercado de trabalho hoje?

                  Quais são as suas metas quanto ao trabalho para o próximo ano, quando esta fase passar.

 

LEMBRE-SE: Sempre devemos ter foco no que desejamos alcançar. Sonhar, pensar em sempre melhorar como ser humano, é o que nos estimula a viver melhor.
 
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Mensagem da professora:
Olá,

Espero que estejam todos bem, esta é a primeira atividade do 4º bimestre. Trata-se de um texto sobre violência urbana, quais soluções e perspetivas de melhora. Qualquer dúvida entrem em contato.

Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professora: Márcia Ito
Disciplina: Português
Classe/Ano/Série(s): 2MG, 2MH
Data: 22 de outubro a 4 de novembro de 2020
Objetivo da aula: Texto sobre o violência urbana.
Habilidade da aula: Fazer uma reflexão sobre as causas e consequências da violência urbana.
Conteúdo da aula: Texto “Violência Epidêmica – autor Dráuzio Varella.
Roteiro da atividade:
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades:
Data de entrega: até 4 de novembro de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: portuguesra@gmail.com
 
Violência Epidêmica

 

        A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características epidêmicas.

        A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes centros urbanos e se dissemina pelo interior. A incidência nem sempre é crescente; mudança de fatores ambientais e medidas mais eficazes de repressão, por exemplo, podem interferir em sua escalada.

        As estratégias que as sociedades adotam para combater a violência flutuam ao sabor das emoções, raramente o conhecimento científico sobre o tema é levado em consideração. Como reflexo, a prevenção das causas e o tratamento das pessoas violentas evoluíram muito pouco no decorrer do século XX, ao contrário dos avanços ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras enfermidades.

        A agressividade impulsiva é consequência de perturbações nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de seus desejos.

        A violência urbana é uma doença com múltiplos fatores de risco, dos quais os mais relevantes são a pobreza e a vulnerabilidade biológica.

        Os mais vulneráveis são os que tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao desenvolvimento psicológico pleno. A revisão dos estudos científicos já publicados permite identificar três fatores principais na formação das personalidades com maior inclinação ao comportamento violento:

1) crianças que apanharam, foram abusadas sexualmente, humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida;

2) adolescência vivida em famílias que não lhes transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes impuseram limites de disciplina;

3) associação com grupos de jovens portadores de comportamento antissocial.

        Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças que se enquadram nessas três condições de risco. Associadas à falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, à corrupção policial e ao péssimo exemplo de impunidade dado pelos chamados criminosos de colarinho-branco, esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a violência crescente nas cidades.

        Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a resposta do aprisionamento. Embora pareça haver consenso de que essa seja a medida ideal e de que lugar de bandido é na cadeia, não se pode esquecer de que o custo social de tal solução está longe de ser desprezível. Além disso, seu efeito é passageiro: o criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver preso. Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões mais sólidas com o mundo do crime.

        Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. Para agravar, obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, aumentaremos o número de prisioneiros a ponto de não conseguirmos edificar prisões na velocidade necessária para albergá-los. As cadeias continuarão superlotadas, e o poder dentro delas, nas mãos dos criminosos organizados.

        Seria mais sensato investir o que gastamos com as cadeias em educação, para prevenir a criminalidade e tratar os que ingressaram nela. Mas, como reagir diante da ousadia sem limites dos que fizeram do crime sua profissão sem investir pesado no aparelho repressor e no aprisionamento, mesmo reconhecendo que essa é uma guerra perdida?

        Estamos nesse impasse!

        Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que acabem com a impunidade dos criminosos bem sucedidos e construir cadeias novas para substituir as velhas, mas isso não resolverá o problema enquanto a fábrica de ladrões colocar em circulação mais criminosos do que nossa capacidade de aprisioná-los.

        Só teremos tranquilidade nas ruas quando entendermos que ela depende do envolvimento de cada um de nós na educação das crianças nascidas na periferia do tecido social. O desenvolvimento físico e psicológico das crianças acontece por imitação. Sem nunca ter visto um adulto, ela andará literalmente de quatro pelo resto da vida. Se não estivermos por perto para dar atenção e exemplo de condutas mais dignificantes para esse batalhão de meninos e meninas soltos nas ruas pobres das cidades brasileiras, vai faltar dinheiro para levantar prisões.

        Enquanto não aprendemos a educar e oferecer medidas preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento artístico.

                                        VARELLA, Dráuzio. In. Folha de São Paulo, 9 março 2002.


Entendendo o texto:

01 – No texto “Violência epidêmica”, afirma-se que nos bairros pobres a violência urbana “adquire características epidêmicas”. Considerando o conceito de epidemia (doença infecciosa que ataca simultaneamente grande número de indivíduos), explique como o autor justifica essa afirmação.


02 – A organização de um texto pode ser observada ao se extrair de cada parágrafo a ideia principal desenvolvida em cada um. O texto “Violência epidêmica” tem 14 parágrafos. Qual é a ideia principal dos seguintes parágrafos?

Exemplo:

      1° parágrafo– A violência é uma enfermidade contagiosa, epidêmica.

2º parágrafo:

3º parágrafo:

4º parágrafo:

5º parágrafo:

6º parágrafo:

14º parágrafo:

03 – Segundo o texto, o conhecimento cientifico é pouco aplicado na prevenção das causas e no tratamento das pessoas violentas. Qual seria a utilidade desse conhecimento?

04 – Enumeração é uma das características do texto dissertativo. Nesse texto o Varella, foi utilizada para apontar as causas pela formação de personalidades com maior inclinação ao comportamento violento. Escreva, com suas próprias palavras, quais são essas causas


05 – O autor é favor da construção de cadeias novas em substituição às velhas. A partir dessa posição, ele defende o argumento de que “lugar de bandido é na cadeia”? Justifique sua resposta.

06 – Referindo-se à criança, Dráuzio Varella afirma: “Sem nunca ter visto um adulto, ela andará literalmente de quatro pelo resto da vida”. Que conclusão está implícita nessa afirmação?

07 – Na conclusão, o argumentador retorna o que foi dito no início: a violência é uma doença contagiosa. Ele afirma que não existe solução mágica para o problema da violência urbana, portanto é preciso adotar algumas medidas. Quais são elas?

08- De acordo com a sua opinião aponte quais seriam as soluções para o combate à violência urbana. Você concorda com as ideias colocadas no texto?

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