Português - junho de 2020 (1MA, 1MB)

Matéria: Português
Professora: Márcia
Classe(s): 1MA, 1MB
E-mail para enviar: portuguesra@gmail.com
Publicação no blogue da escola

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Data da lição: 9 de junho de 2020

Data da entrega: até 26/06/2020
Correio eletrônico para envio: portuguesra@gmail.com
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Crônica

A Crônica é um tipo de texto narrativo curto, geralmente produzido para meios de comunicação, por exemplo, jornais, revistas, etc.

Além de ser um texto curto, possui uma "vida curta", ou seja, as crônicas tratam de acontecimentos corriqueiros do cotidiano.

Portanto, elas estão extremamente conectadas ao contexto em que são produzidas, por isso, com o passar do tempo ela perde sua “validade”, ou seja, fica fora do contexto.

No Brasil, a crônica tornou-se um estilo textual bem difundido desde a publicação dos "Folhetins" em meados do século XIX.

Alguns escritores brasileiros que se destacaram como cronistas foram:
  • Machado de Assis
  • Carlos Drummond de Andrade
  • Rubem Braga
  • Fernando Sabino
  • Carlos Heitor Cony
  • Caio Fernando Abreu

Com base na explicação acima responda às questões da narrativa a seguir:

Aprenda a Chamar a Polícia
Luís Fernando Veríssimo

Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente. Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível. Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma: — Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro de escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara! Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo. Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia. No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse: — Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão. Eu respondi: — Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.

VERISSIMO, Luís Fernando. Aprenda a chamar a polícia.  Disponível em: . Acesso em: 22 de janeiro de 2018. 

1 -  Faça uma pesquisa sobre a vida e obra do autor da narrativa acima, Luís Fernando Veríssimo.

2 - O texto é uma crônica? Justifique sua resposta.

3 - Essa situação, vivida pelo personagem, poderia acontecer no nosso dia a dia?  O que você acha da solução encontrada para que a polícia atendesse prontamente?

4 - Quem é o narrador da história?  - Ele participa do enredo? - Em que pessoa é feita a narrativa? 1ª ou 3ª pessoa.

5 - O que acontece nessa narrativa?

6 - Em que época os fatos narrados se passam?  O espaço de tempo em que os fatos se passam é longo, ou é curto? 

7 - Onde acontecem? Esse local contribui para o desenrolar das ações? 

8 - Por que acontecem?

9 - Com quem acontecem? Qual é o personagem principal? E os secundários (ou coadjuvantes)?

10 - Como acontece o desfecho da história e quais sentimentos esta leitura desperta? 

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Data da lição: 24 de junho de 2020

Definição de fábula

A fábula é uma narrativa figurada, na qual as personagens são geralmente seres inanimados que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou verso e a história tem sempre um desfecho moral, geralmente são textos narrativos curtos.
  Este tipo de texto teve sua origem no Oriente, mas foi Esopo, um escravo da Grécia antiga, que viveu no século VI a.c. Cristo, quem a desenvolveu. O escritor francês Jean Le Fontaine, que viveu no séc. XVII, foi um grande divulgador das fábulas de Esopo.

Exercícios de interpretação

Texto 1

O Conselheiro

Contam que um certo lavrador possuía um burro que o repouso engordara e um boi que o
trabalho abatera.
 Um dia, o boi queixou-se ao burro e perguntou-lhe :”Não terás, ó irmão, algum conselho que
me salve desta dura labuta?” O burro respondeu: “ Finge-te de doente e não comas tua ração.
Vendo-te assim, nosso amo não te levará para lavrar o campo e tu descansará”.
 Dizem que o lavrador entendia a linguagem dos animais, e compreendeu o diálogo entre o
burro e o boi.
 Na manhã seguinte, viu que o boi não comera a sua ração: deixou-o e levou o burro em seu
lugar. O burro foi obrigado a puxar o arado o dia todo, e quase morreu de cansaço. E lamentou o
conselho que dera ao boi.
 Quando voltou à noite perguntou-lhe o boi: “Como vais, querido irmão?”. Vou muito bem,
respondeu o burro. Mas ouvi algo que me fez estremecer por tua causa. Ouvi nosso amo dizer:”
Se o boi continuar doente, deveremos matá-lo para não perdermos sua carne. Minha opinião é
que tu comas tua ração e voltes para tua tarefa a fim de evitar tamanho infortúnio”.
 O boi concordou, e devorou imediatamente toda a sua ração.
 O lavrador estava ouvindo, e riu.

Do livro, As mil e umas noites, apud Mansour Chalita, As mais Belas Páginas da Literatura Árabe, Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira, 1967, p. 281.

1. O CONSELHEIRO DE QUE FALA O TÍTULO DO TEXTO É:
A) O BOI;                       
B) O BURRO;                 
C) O LAVRADOR.

2. DE QUEM PARTIU A INICIATIVA, ISTO É, O DESEJO DO CONSELHO: DO BOI OU DO BURRO? JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA BASEANDO-SE NO TEXTO:

3. POR QUE O BOI FOI PEDIR CONSELHO AO BURRO?

4. O CONSELHO DADO PELO BURRO TEVE ALGUM EFEITO? JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA, COM PALAVRAS DO TEXTO:

5. FOI BOM PARA O BURRO TER DADO O CONSELHO AO BOI? POR QUÊ?

6. O BURRO FICOU PREJUDICADO PELO CONSELHO QUE DEU AO BOI. COMO CONSEGUIU SAFAR-SE DA NOVA SITUAÇÃO?

7. A QUALIDADE DO BURRO QUE MAIS SE DESTACA NA HISTÓRIA É:
A) A ESPERTEZA;               
B) A MALDADE;             
C) A PREGUIÇA;

8. A CARACTERÍSTICA DO LAVRADOR QUE MAIS CHAMA A ATENÇÃO É:
A) A PACIÊNCIA             
B) A COMPREENSÃO;       
C) A ESPERTEZA

9. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE MELHOR SE RELACIONA COM O TEXTO:
A) O BOI É UM ANIMAL PREGUIÇOSO;
B) O BURRO É UM ANIMAL BEM BURRO MESMO;
C) O BURRO É UM ANIMAL ESPERTO;

10. ESSE TEXTO PERTENCE AO TIPO DE HISTÓRIA COM O GÊNERO FÁBULA POR QUE:
A) É UMA HISTÓRIA IMAGINÁRIA CUJAS PERSONAGENS SÃO ANIMAIS QUE CONVERSAM, E ATRÁS DA HISTÓRIA ESCONDE UM ENSINAMENTO.
B) É UMA HISTÓRIA MUITO BACANA, BEM INTERESSANTE, O QUE CARACTERIZA UMA FÁBULA.
C) É UMA HISTÓRIA INVENTADA.

11. EM “POSSUÍA UM BURRO QUE O REPOUSO ENGORDARÁ”, A PALAVRA EM DESTAQUE SIGNIFICA:
A) PREGUIÇA;       
B) FALTA DE TRABALHO       
C) POUCO TRABALHO.

12. EM: “O NOSSO AMO NÃO TE LEVARÁ PARA LAVRAR”, A EXPRESSÃO SUBLINHADA SIGNIFICA:
A) QUE O BOI E O BURRO SE AMAVAM COMO IRMÃO;
B) PATRÃO, DONO;
C) QUE O DONO GOSTAVA DOS DOIS ANIMAIS;

13. NO TRECHO: “NÃO TE LEVARÁ PARA LAVRAR O CAMPO”. A PALAVRA EM DESTAQUE LAVRAR É O MESMO QUE:
A) PLANTAR                   
B) LAVAR                               
C) CLAREAR

14. NA FALA: “NÃO TERÁS, Ó IRMÃO, ALGUM CONSELHO QUE ME SALVE DESTA DURA LABUTA?”, A EXPRESSÃO GRIFADA SIGNIFICA:
A) CONSELHO               
B) FOLGA             


Texto 2

A Rosa e o Sapo

   Era uma vez uma rosa muito bonita, a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava.
  Irritada com a descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora.
  O sapo, humildemente, disse:
– Está bem, se é o que deseja.
  Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê­la acabada, sem folhas nem pétalas.
  Penalizado, disse:
– Que coisa horrível, o que aconteceu com você?
  A rosa respondeu:
– As formigas começaram a me atacar dia após dia, e agora nunca voltarei a ser bela como era antes.
  O sapo respondeu:
– Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a rosa mais bonita do jardim.

Autor desconhecido


1 - QUAL É A MORAL DA HISTÓRIA?

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