Matéria: Geografia
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Classe(s): 1MC, 1MD
E-mail para enviar: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br
Publicação no blogue da escola
____________________________________________________________Data da lição: 11 a 15 de maio de 2020
Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1MC, 1MD
Data: 11 a 15 de maio de 2020
Objetivo da aula: Compreender as diferenças existentes entre a Teoria Geocêntrica e Heliocêntrica.
Habilidade da aula: Analisar e comparar as teorias religiosas e científicas que influenciaram o desenvolvimento da Cartografia.
Conteúdo da aula: Geocentrismo e Heliocentrismo.
Roteiro da atividade: Estabelecer uma comparação entre as duas teorias baseando-se no texto acima e nos conteúdos já trabalhados no caderno.
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades:
Data de entrega: 18 de maio de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br
Geocentrismo e Heliocentrismo
Por volta de 350 a.C., na Grécia antiga, Aristóteles desenvolveu uma teoria que defendia a ideia de que a Terra era o centro do universo e nove esferas ficavam girando em torno dela. Posteriormente, no século II d.C., o matemático e astrônomo Claudio Ptolomeu reforçou esse pensamento e elaborou a teoria Geocêntrica, também chamada de sistema ptolomaico.
Segundo essa teoria, a Terra está no centro do Sistema Solar, e os demais astros orbitam ao redor dela ao longo de um círculo (epiciclo). Conforme o geocentrismo, cada astro se movimenta com velocidade distinta, cuja ordem de proximidade da Terra é a seguinte: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Esse modelo de Sistema Solar foi defendido pela Igreja Católica durante mais de 1.400 anos, visto que apresentava aspectos de passagens bíblicas.
A teoria heliocêntrica já vinha sendo desenvolvida durante o século III a.C., através de observações do astrônomo grego Aristarco de Samos. No entanto, somente no século XVI d.C. foi que Nicolau Copérnico sistematizou uma teoria que contrapunha o modelo geocêntrico, sendo denominado heliocentrismo.
Nicolau Copérnico
Nicolau Copérnico (1473 – 1543), considerado o fundador da astronomia moderna, nasceu na Polônia e desenvolveu conhecimentos nos campos da matemática, geografia e astronomia. Sua teoria heliocêntrica afirmava que a Terra e os demais planetas se moviam ao redor de um ponto vizinho ao Sol, sendo, este, o verdadeiro centro do Sistema Solar. A alternância entre dias e noites é uma consequência do movimento que a Terra realiza sobre seu próprio eixo, denominado movimento de rotação.
Rapidamente, a Igreja Católica se opôs à teoria heliocêntrica, e Copérnico só autorizou a divulgação de seus dados matemáticos que comprovavam a teoria após sua morte, pois temia ser condenado por heresia pela Igreja Católica.
Posteriormente, Galileu Galilei, durante o século XVII, reforçou a teoria heliocêntrica através de observações com lunetas holandesas. Como consequência de seu “atrevimento”, Galileu foi julgado pelo tribunal da Inquisição, tendo como opção negar sua teoria ou ser queimado na fogueira da Inquisição. Sem muitas alternativas, sua teoria foi negada.
Porém, o heliocentrismo foi sendo aperfeiçoado por cientistas e astrônomos como Michael Maestlin, Johannes Kepler e Isaac Newton, e, atualmente, é a teoria mais aceita pela comunidade científica. A Igreja Católica, por sua vez, só aceitou esse modelo de Sistema Solar em 1922.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Atividade
____________________________________________________________
Data da lição: 18 a 22 de maio de 2020
Plano de aula não presencial
Estadual Rodrigues Alves
Professor: Cláudio Oliveira Gonçalves
Disciplina: Geografia
Classe/Ano/Série(s): 1MC, 1MD
Data: 18 a 22 de maio de 2020
Objetivo da aula: Analisar as teorias sobre o formato da Terra.
Habilidade da aula: Compreender o porquê da formulação das teorias sobre a formato da Terra.
Conteúdo da aula: A forma da Terra/Terraplanismo e as Teorias conspiratórias.
Roteiro da atividade: Ler os dois textos com atenção e produzir uma análise crítica comparando as duas teorias.
Informações adicionais sobre a elaboração e entrega das atividades:
Data de entrega: 25 de maio de 2020
Local onde o aluno deverá entregar/enviar a atividade: claudiogoncalves@professor.educacao.sp.gov.br
A forma da Terra
Durante muitos anos, a forma da Terra foi motivo de debates e elaboração de teorias. Na Antiguidade, alguns estudiosos acreditavam que esse planeta era plano, no entanto, muitos sábios já afirmavam que a Terra apresentava formato “arredondado”. O aprimoramento das técnicas cartográficas e o desenvolvimento tecnológico foram de fundamental importância para esclarecer tal fato.
Com a utilização de instrumentos altamente avançados, como, por exemplo, os satélites artificiais e as sondas espaciais, foi possível estabelecer que a Terra possui cerca de 510 milhões de quilômetros quadrados. Outra importante confirmação refere-se à sua forma: um geoide, com leve achatamento nos polos.
De acordo com a União Astronômica Internacional (UAI) e a União de Geodésia e Geofísica Internacional (UGGI), esse achatamento é pequeno, visto que o diâmetro da Terra no sentido da linha do Equador é de 12.756 quilômetros, enquanto entre os polos Norte e Sul é de 12.714 quilômetros, ou seja, uma diferença de apenas 42 quilômetros.
A superfície terrestre é irregular, característica que impossibilita a sua representação no plano (papel) sem que haja deformações. Seu formato está em constante modificação, consequência das ações erosivas, dos vulcões, do movimento das placas tectônicas, dos ventos, das chuvas, do homem, etc.
A Terra continua sendo alvo de muita curiosidade do ser humano, que busca desenvolver novos métodos para aperfeiçoar sua caracterização. Nesse sentido, altos investimentos são direcionados com o intuito de reduzir as distorções durante a representação desse planeta.
Terraplanismo e as teorias conspiratórias
Podemos dizer que o movimento terraplanista pode ser explicado como sendo um movimento baseado em teorias conspiratórias. O movimento terraplanista tem muitos aspectos que podemos enquadrar como um comportamento padrão de seguidores de outras teorias conspiratórias. Normalmente, seus defensores tomam várias evidencias contrárias à tese da Terra plana (como, por exemplo, fotos da Terra que revelam a forma esférica) como sendo fabricadas por uma conspiração a favor da Terra redonda, orquestrada pela Nasa e outras agências governamentais. Terraplanistas frequentemente alegam que fotos do globo são alteradas por programas de edição de imagem; dispositivos de GPS seriam fixos para fazerem os pilotos de avião pensarem que estão voando em linhas em torno de uma esfera, quando, na verdade, estariam voando em círculos acima de um disco, etc. O motivo que faria os governantes não revelarem a verdade da Terra plana não é muito claro, mesmo para os próprios terraplanistas.
Alguns defendem que seria mais barato forjar um programa espacial falso, do que, de fato, fazer um. A psicóloga Karen Douglas aponta que toda teoria da conspiração compartilha uma base comum. Ela apresenta uma teoria alternativa sobre um tema ou evento importante e constrói uma explicação vaga de como alguém está acobertando a suposta “verdade” dos eventos. Uma das características marcantes, diz ela, é explicar um grande evento, mas sem se ater aos detalhes. Muito do poder destes grupos conspiratórios está no fato de serem vagos. Na verdade, podemos encontrar uma série de aspectos psicológicos que podem colaborar para que uma pessoa reproduza este tipo de comportamento conspiratório. Um deles, por exemplo, é o chamado “viés de confirmação”. De acordo com isto, nós temos uma tendência a procurar informações que confirmem nossas crenças pré-existentes, e ignorar informações que as contradizem (algo que pode ser facilmente constatado quando analisamos discussões sobre futebol ou sobre política nas redes sociais). Outro aspecto pode ser evolutivo. Nossa espécie evoluiu fazendo uso de várias estratégias, como, por exemplo, se organizar em grupos.
Isto provavelmente auxiliou a própria preservação da vida. Como resultado disto, as pessoas teriam um desejo natural de buscar a sensação de pertencer a um grupo. Ou seja, nós teríamos uma tendência a participarmos de grupos, pois no passado isto nos deu uma maior chance de sobrevivência. Este aspecto de comunidade pode ser facilmente encontrado nos movimentos terraplanistas. Os terraplanistas estão sempre prontos para receber novos adeptos. Uma vez que alguém se filia a algum grupo terraplanista, este acaba encontrando um forte senso de aceitação e pertencimento, como se finalmente ela fizesse parte de um grupo que a entende. Se junta a isto um forte senso de lealdade e proteção do grupo. As individualidades acabem se diluindo em torno de uma verdade coletiva. Mais um ponto psicológico deste movimento diz respeito à confiança. Confiança parece andar de mãos dadas com “ter razão”. Os terraplanistas podem sentir a mesma necessidade ao espalhar sua visão de mundo para o maior número de pessoas possível, aumentando assim a confiança não só no grupo, mas em si próprio. Em alguns contextos, participar de uma comunidade pode significar a sua própria identidade. É importante lembrar, no entanto, que os terraplanistas não se enquadram completamente na imagem geral de teorias conspiratórias. Em sua grande maioria, os terraplanistas se concentram especialmente na forma da Terra e acabam não compactuando com outras crenças também duvidosas, como óvnis, fantasmas, forças paranormais, etc., o que dá a eles um caráter peculiar.
Atividade


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